[ENTREVISTA] Conheça Jean Errado, artista confirmado na 31ª Feirinha da Servidão.

Os frequentadores da feirinha sabem que a cada edição é uma experiência marcante de conhecimento de arte, cultura e música. Nesse post vamos apresentar para vocês Jean Errado. Pintor, escritor, estudante de filosofia que está sempre com a gente nas feirinhas e que foi um dos fundadores desse projeto que está tornando Blumenau uma cidade 2.0.

Jean é presença confirmada para a nossa 31ª da Feirinha da Servidão acontece dia 11 de junho.

Mas enquanto o dia da nossa feirinha não chega, fizemos um bate-bola com ele para conhecermos cada vez mais os artistas de nossa cidade.

Errado expondo na Feirinha da Servidão no começo deste ano.

Blog: Por estudar filosofia, porque escolheu a arte da pintura e o que ela se tornou para ti

Jean: Na verdade o estudo da filosofia veio bem depois. A pintura, eu penso que foi um processo natural, desenho desde que era criança e com o tempo fui buscando novas técnicas e materiais: foi a aquarela, depois a acrílica, e só neste ano que comecei a praticar com a tinta óleo.

O estudo da filosofia veio como uma necessidade de encontrar/produzir sentidos para as coisas da vida. Foi só então que percebi a relação profunda entre a arte e a filosofia, sendo a arte uma expressão estética do pensamento de uma cultura, de uma época.

Blog: Quando posta tuas obras nas redes sociais, geralmente descreve um significado. Você quer que reflitam sobre as suas telas?

Jean: Eu sei que a arte deve permitir que o observador tenha seu próprio entendimento, sua própria percepção, mas penso que todo artista tem um certo objetivo com sua arte, como uma mensagem que ele deseja que todos ouçam. Um sentido. Quando escrevo sobre uma obra, penso que há uma certa insegurança da minha parte, que teme ser mal compreendido. Como se eu precisasse justificar. Acho que é mais um desejo do artista ser compreendido, do que a obra em si

Blog: Caveiras é um dos símbolos que você mais gosta de pintar. Por que caveiras?

Jean: Caveiras é uma obsessão antiga, não sei dizer o porquê dela. Lembro da professora de artes na escola pedindo para eu variar um pouco meus trabalhos e não fazer só caveiras. Um sentido eu fui encontrar depois estudando a ideia do “memento mori”, que aparece em obras barrocas com a mensagem de que não somos imortais. Eu vejo nelas um lembrete otimista de que, já que nosso tempo aqui é curto não devemos desperdiçá-lo. É quase uma justificativa para um “carpe diem”!

Caveira sendo pintada ao vivo na Feirinha da Servidão.

 

Blog: A galera da Feirinha da Servidão é um público plural, diversificado e sempre antenado com o mundo da arte. Para quem quer entrar nesse mundo da pintura, qual o seu conselho para esse pessoal?

Jean: Para quem quer começar a pintar, ou desenhar, eu diria: não seja muito crítico com seu trabalho, ou com o resultado dele. Faça arte pelo processo, que por si só já é divertido, prazeroso, relaxante… E não ligue para o julgamento dos outros. Mas eu seria um tanto hipócrita, pois eu me preocupo muito com o resultado final e com a avaliação do público. Por isso gosto de pintar na feira, o “feedback” do público é imediato. Acho que dá para tirar um meio termo daí. 😀

Blog: E para terminar, você está com a presença garantida para a próxima feirinha do dia 11 de Junho. O que podemos esperar das Jean? Algumas surpresas?

Jean: Para a próxima Feirinha eu pretendo levar uma série de retratos que fiz no final do ano passado e começo desse ano, que ainda não consegui expor diretamente para um público, apesar de já ter postado fotos nas redes sociais. São retratos de colegas, a maioria de redes sociais, baseados em seus próprios “selfies”. Foi nessa série de pinturas que comecei a definir uma paleta de cores mais pessoal, que estou usando em uns trabalhos que ainda estão em andamento.

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